domingo, julho 31, 2005

Mata-me de novo...


Mata-me de novo

Só mais um bocadinho

Preciso do teu quê

Só mais um bocadinho





sábado, julho 30, 2005

Do que eu me recordo... ou porque é que Bergman é um génio

Persona segue o percurso de uma actriz, que após um esgotamento nervoso se recusa a falar. A enfermeira que a acompanha na convalescença, vai, a pouco e pouco, entrando no mundo da paciente, e cada vez mais se identifica com a muralha protectora da mesma.
Nada é linear neste filme, cheio de subtilezas, como aliás todo o cinema de Bergman, onde a psicologia das personagens é muito mais acentuada em detrimento do conteúdo narrativo. Tanto Alma quanto Elisabeth mal se conhecem, mas na medida que convivem juntas e sozinhas na casa de praia, a sua relação se transforma de enfermeira e paciente para uma conexão de identidade e personalidade. É um problema emocional, interno. Elisabeth não quer falar, só quer existir. E Alma é totalmente o oposto dela. O início da relação entre as duas personagens é “saudável”, mas vai-se desmoronando com o tempo, devido à saturação do isolamento, a enfermeira descarrega toda a sua alma e vida na actriz que representa o que sente sem precisar de palavras.

A imagem, a película, o filme inicia mostrando a ilusão do cinema, talvez para o espectador tomar consciência de que não se trata de uma transposição mecânica do mundo exterior para um ecrã, mesmo que a superfície esteja coberta de imagens o que nela aparece nunca é o real. A banda sonora acompanha esta ilusão que confronta a realidade do quadro (projecção) dentro do quadro (filme). Durante a projecção do filme o espectador oscila entre o “estar” e o “não estar”, a presença do ecrã acaba por ser reforçada. O cinema é esse próprio impulso, que logo beneficia o irreal que se espalha pelo real.

As duas personagens tiveram problemas com a maternidade: Alma fez um aborto e Elisabeth odeia o filho por nascer deformado. As duas fizeram sacrifícios na vida por vontade própria. E a relação enfermeira/paciente também é um sacrifício para Alma, que tem que abandonar a sua vida para cuidar de Elisabeth. Podemos observa-la através de vários ângulos e escalas de plano, como se estivéssemos a analisar esta mulher/personagem ao pormenor, algo que normalmente faríamos mas que Bergman nos “obriga” a fazer sem pudor. Sentimos Elisabeth através das expressões do seu rosto e das suas acções, não precisamos de palavras.

A força dramática provém da capacidade para desencadear sensações e emoções que sentimos como reais. O corpo das personagens (matéria) funde-se com alma (ideia), o espectador torna-se incapaz de ver o filme, passa a senti-lo. Não somos apenas levados por uma força de realismo corporal, mas também por uma força objectiva, não é somente corpo nem somente alma. Não é só o sentimento, nem é só a realidade, passamos a sentir a “realidade”. Sentimos ausência, sobretudo, quando Bergman recorre a paisagens sem as personagens presentes, a subjectividade que nos coloca em contacto com o invisível, mostrando o mundo interior na falta de outras imagens que o possam descrever. Elisabeth tira-nos uma fotografia, talvez para não nos esquecermos que somos espectadores, voyers. O jogo entre o ver e o ser visto nunca desaparece.

Ver um filme de Bergman é meditar, é ir mais fundo possível no âmago do ser humano... o cinema é utilizado como instrumento de introspecção, como meio revelador dos estados da alma... e o caminho para penetrar na alma de um ser humano começa pelo rosto.

quinta-feira, julho 28, 2005

Afinal a culpa é dos astros...

Aqui estão umas frases que, ao arrumar o meu pequeno caos, vulgo quarto, descobri num livrinho comprado há uns bons 12 anos...

A personalidade do Peixes é a de um quebra-cabeças, onde ele mesmo se perde....

As contradições do Peixes são tantas quanto os peixes que há no oceano.

O universo amoroso do Peixes é extremamente complexo, cheio de voltas e reviravoltas, de angústias e de queimaduras.

No Amor necessita de se perder no outro, completamente, unir-se-lhe totalmente em corpo e alma.



E depois querem que eu não acredite nestas merdas!!!

quarta-feira, julho 27, 2005

Como em Beckett

À espera dum e- mail... Incansavelmente clico no refresh, porque um e-mail não tem hora de chegada, não é como o correio, esse eu sei que chega de manhã, entre as 10h00 e as 11h30 e se não estiver lá por essa hora, tento no dia seguinte... Agora um mail, é uma expectativa constante que me incomoda sair de casa, dormir ou mudar de divisão. Porque esse e-mail vai questionar o meu rumo, já questiona... como em Becket, Godot o fez.


Viver o nada como se de tudo tratasse...

segunda-feira, julho 25, 2005

Ordem para matar



Foram apresentadas desculpas e garantias de que as despesas com a trasladação e funeral do jovem brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por agentes à paisana na passada sexta-feira, serão pagas pelo Estado britânico!!!!


A família agradece! Realmente a generosidade de um Estado que atira a matar, sem certezas, porque “não adianta” atingir no peito ou ferir o suspeito, é espantosa!!! O meu coração transborda de emoção perante tamanha generosidade e compaixão!


Mas pior, pior é ouvir/ver/ler as afirmações de Ian Blair, o chefe da Scotland Yard: " Poderá haver mais mortes. Espero que isso não aconteça” [mas se acontecer, azar!], acrescento eu! Terrotistas matarem inocentes é um crime hediondo, mas se é a Scotland Yard não faz mal nenhum! É um mal necessário!


Podem charmar-me de naïf, do que quiserem, mas não consigo compreender, não consigo não me revoltar perante esta atitude!

quinta-feira, julho 21, 2005

Kierkegaard

Aquele que eu sou cumprimenta melancólico aquele que eu gostaria de ser.

terça-feira, julho 19, 2005

Teorias da consipração

Hoje, ao fim da tarde, a caminho de casa (depois de uma tarde na praia fantástica, não sei se já disse...) e ouvi um programa da Antena 3, com o Fernando Alvim. Tema: teorias da consipração. Com ele, do outro lado, estava um jornalista (já não me lembro do nome, que raio, por isso é que dizem que os jornalistas têm sempre de tirar notas..)especializado nestas coisas da conspiração. É que sabia tudo das tramóias que os senhores do mundo andam para aí a fazer desde há muitos anos! Coisas que não sabemos e que não interessa nada que saibamos. A populaça não pode pensar. Por exemplo: que os americanos andaram a deslocar a trajectória da terra para não colidir com um cometa qualquer e que isso causou o tsunami no sudoeste asiático. Isso explica porque é que os EUA sabendo do tsunami umas horas antes não avisaram ninguém. Ou por exemplo (esta já mais conhecida) que o Armstrong e companhia não estiveram nada na Lua, que aquilo foi tudo feito pelo Kubrick. Isso explica as semelhanças de imagens com o "2001, Odisseia no Espaço" e a razão pela qual tantos anos depois ainda ninguém conseguiu voltar à Lua. Mais exemplos se seguiram, uns mais credíveis que outros- este é ultrajante: a vacina para a Sida já está inventada mas não é posta em acção porque as mortes dão jeito para evitar o excesso de população. Eu tenho uma teoria a acrescentar. Não sei se será bem conspiração. A prescrição de medicamentos genéricos. É sabido que são muito mais baratos. Que têm a mesma qualidade que os de marca. É igualmente evidente que o lobbie da industria farmaceutica é dos mais fortes em Portugal. Se toda a gente sabe disto e não faz aboslutamente nada, isto só pode ser uma teoria da consipração. Senão vejam: há uns tempos disse a um médico "então não me pode receitar antes o genérico?". Ele "Não". Mais nada. Nem explicação nem nada. Não autoriza. Nenhum médico ou farmaceutico sequer avisa o doente de que pode escolher essa opção. E o assunto morreu. Ninguém fala disso! A vida tá dificil, coitadinhos dos velhotes, a reforma tão baixa... Pois, e a gastarem metade da reforma em medicamentos porque o médico quer ir de férias para o Brasil à conta do laboratório xpto, dificilmente terão melhor qualidade de vida. Que raio. Isto SÒ pode ser uma teoria da conspiração. Ai os meus nervos... vou já tomar um calmante. Genérico.

Só para dizer

que hoje esteve um dia de praia maravilhoso. Gosto de praia. Gosto de estar lá. Agora sim, é Verão.

segunda-feira, julho 18, 2005

Generalizando...

Existem 3 tipos de pessoas:

- as que fazem
- as que vêem fazer
- e as que perguntam o que aconteceu

Neste momento, estou a tentar fazer sem ser vista, para que não possam perguntar o que aconteceu.

sábado, julho 16, 2005

Dos efeitos da greve da função pública nos centros de saúde... ou da falácia da Lu

É a primeira reportagem da mais recente jornalista-estagiária, Lu (in DN 16/07/2005, p.3).


“Estou à espera há três horas para ser atendida, mas isto acontece sempre que cá venho, não vejo qualquer diferença por causa da greve”; “Sempre que cá venho é a mesma coisa, não acho que esteja relacionado com a greve”; “É normal esperarmos muito tempo, nem sabia da greve”. Foram estes os testemunhos dos utentes dos centros de saúde de Sete Rios e São Paulo, em Lisboa, citados pela Lu na sua reportagem.



Agora vem o meu reparo à Lu: é que ela diz que nos três centros de saúde contactados pelo DN dominou a ausência dos efeitos da greve da função pública, e depois diz que o Sindicato dos Médicos desmente este panorama. Oh Lu, estás a insinuar que o Sindicato dos Médicos é metiroso??? Olha, pois fica sabendo que eu acredito neles!!! E que não concordo nada com a suposta “ausência de efeitos da greve”! Houve sim!!! Repara, se o pessoal fez greve e ainda assim as pessoas não notaram diferença, porque esperaram sensivelmente o que costumam esperar, o efeito da greve foi: o aumento de eficiência dos profissionais de saúde! Sim, porque num dia de greve levaram o mesmo tempo a atender as pessoas que atendem num dia normal! Cambada de preguiçosos, estes profissionais de saúde, aos quais a greve veio provar que podiam fazer diariamente muito mais do que fazem!!! Bom, até posso estar a ser injusta, e isso se dever ao facto dos “fura-greves” terem, naturalmente, uma força interior muito maior e terem a capacidade para trabalhar acima dos limites exigíveis, só para mostrarem aos outros-aproveitaram-o-dia-de-greve-para-começarem-as-férias-mais-cedo que não se ficam a rir!!!

sexta-feira, julho 15, 2005

Dos efeitos sonoros














Well I don't know why I came here tonight,
I got the feeling that something ain't right,
I'm so scared in case I fall off my chair,
And I'm wondering how I'll get down the stairs,

Clowns to the left of me,
Jokers to the right, here I am,
Stuck in the middle with you.

Yes I'm stuck in the middle with you,
And I'm wondering what it is I should do,
It's so hard to keep this smile from my face,
Losing control, yeah, I'm all over the place,
Clowns to the left of me,
Jokers to the right,
Here I am, stuck in the middle with you.

Well you started out with nothing,
And you're proud that you're a self made man,
And your friends, they all come crawlin,
Slap you on the back and say,
Please.... Please.....

Trying to make some sense of it all,
But I can see that it makes no sense at all,
Is it cool to go to sleep on the floor,
'Cause I don't think that I can take anymore
Clowns to the left of me,
Jokers to the right,
Here I am, stuck in the middle with you.


(...)

Stealers Wheel

quinta-feira, julho 14, 2005

Efeitos visuais em Spielberg

Já que começou a discussão sobre efeitos visuais, ontem as bloguistas juntaram-se para ir ver "A Guerra dos Mundos", para mim o filme é uma porcaria, mas não é sobre isso que eu quero escrever. Enquanto a Sambila estava vidrada no écran a ver o Tom, eu olhava para o filho. Eu sei, eu sei que ele é mais novo que eu, mas também é só um aninho... Deixo aqui um link para poderem apreciar este saudável jovem adulto, Justin Chatwin, de seu nome. Eu gosto!

http://www.imdb.com/gallery/hh/0154226/Justin2.jpg

Ocean’s Eleven – Parte I


Domingo passado foi noite de Ocean’s Eleven.


Dos efeitos visuais:


- o nick da Marygold no msn passou a ser “O Brad Pitt é mesmo bom!! FDX!”;

- ao qual respondi “o Brad Pitt é mesmo bom, mas o Tom é sempre.. o Tom!”


Bom, passados uns dias, e depois de ver mil e quinhentas fotos e relembrar o palmarés cinematográfico dos ditos…. Retiro o que disse!!! E, assim se vai um mito de toda uma juventude… Vendo friamente as coisas, acho que não dei a mão à palmatória mais cedo por simples casmurrice e defensora do “patinho-feio-que-virou-cisne” que foi destronado por um quase de certeza “sempre-lindo-desde-que-nasceu-e-tenha-o-look-que-tiver”. Confesso, as fábulas marcaram a minha infância! Mas, hoje, dia de coragem, rendo-me às evidências: o Brad Pitt é o Maior!!! Venham Tom Cruises, Edward Nortons, Matt Damons, Johnny Depps, Jude Laws, Colin Farrells, etc e tais, que ele chega para todos!!!

quarta-feira, julho 13, 2005

Ainda sobre visitas a Portugal...

O realizador Stephen Frears estará em Lisboa no dia 16 de Julho, para dar uma master class sobre realização cinematográfica. A aula, que será aberta ao público, realiza-se às 16.30 na sala polivalente do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, no âmbito do Curso de Realização de Cinema promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian.

De aproveitar a oportunidade de ouvir um cineasta com uma lista invejável de filmes, destacando-se entre eles "Ligações Perigosas", "Mary Reilly", "Alta Fidelidade" e o mais recente "Estranhos de Passagem".

A não perder!

Quem é o Sr. Kramer?

Tenho pena de ter lá estado tão pouca gente. Bem sei que a maioria dos estudantes já estão de férias e os que ainda se arrastam pelos corredores da faculdade (neste caso a Escola Superior de Comunicação Social) é porque estudam para um último (e tão desejado) exame. Ainda assim, perderam muita coisa. Ficaram, por exemplo, sem saber quem é o Sr. Kramer. Este post vem desvendar o mistério. Mark Kramer é um "writer-in-residence", jornalista norte-americano, que se especializou naquilo a que chama jornalismo narrativo. Outros chamam-lhe "jornalismo literário", "novo jornalismo", mas isso são, como diz o Sr.Kramer, "taças de cores diferentes para a mesma sopa". E de que é feita essa sopa? É um jornalismo que procura dar algo mais às pessoas do que a informação quase militar e burocrática da maioria das notícias. Em vez de dizer "O fogo começou as x horas, na rua x, com x carros de bombeiros" etc, poderia contar a história de um bombeiro envolvido no incêndio.Mas não contar a sua história exaltando o sentimentalismo,mas sim partindo da sua complexidade para fazer a ponte para assuntos sérios, relevantes para o cidadão. O jornalismo narrativo utiliza, então, as técnicas de uma ficção: personagens, cenário, descrição de pormenores. Mas não é ficção. Senão não seria jornalismo. Todos os factos são reais, e o leitor tem de se aperceber disso. É apenas uma forma de tornar as notícias mais apelativas, densas, com conteúdo, tornando assim a relação entre jornal e leitor mais próxima. Ideias interessantes, portanto, num tempo que se diz de crise para o jornalismo, com a queda, por exemplo, de venda dos jornais. E porque é que isto interessa a tanta gente? O Sr.Kramer explica: "Num mundo tão complexo, é este tipo de narrativa que nos pode ajudar a compreendê-lo".


Mark Kramer é director da Nieman Foundation for Journalism na Universidade de Harvard. No dia 11 de Julho deu uma conferência sobre Jornalismo Narrativo na Escola Superior de Comunicação Social. http://www.nieman.harvard.edu/narrative/what_is.html

MULHERES DESTE MUNDO UNI-VOS CONTRA A NISSAN!!!



Já vós disse que quase não vejo publicidade, mas hoje, porque não queria perder o início do episódio das Desperate Housewives (que não deu no Domingo graças à porcaria do Benfica), gramei a parte final da novela “Como uma Onda” – na qual vi o puxar de cabelos entre duas mulheres mais mal representado da história das novelas brasileiras – e vi todas as publicidades! É então que vejo o novo(?) anúncio a um jipe da Nissan! E fiquei escandalizada!!! É o anúncio mais machista que alguma vez vi! Não sei se não mais grave do que todos aqueles videoclips de hip-hop que passam a toda a hora na MTV! Então, para quem ainda não viu a publicidade, passo a descrever: enquanto se vê um jipe a andar por cima de pedragulhos, estilo à Rally, ouve-se a voz de uma mulher a dizer qualquer coisa como “homem que é homem fica em casa a limpar, a fazer a comida para a mulher, etc e tal”; e no fim mostram então o condutor do jipe, um homem, e a publicidade termina com a brilhante frase “nissan não-sei-quantos, para homens a sério!”!!! Dá para acreditar??? Aqueles que me conhecem sabem o quanto me irrita o sistema legal norte-americano, mas pela primeira vez na vida desejei estar nos E.U.A., e que uma daquelas associações feministas pusesse a Nissan em Tribunal para que este anúncio fosse retirado do “ar”!!! Nunca pensei que censura fosse uma boa solução, mas... desta vez não sei não!!!

segunda-feira, julho 11, 2005

Será tudo um sinal?

... ou apenas coincidências?

domingo, julho 10, 2005

É QUE É JÁ A SEGUIR...


Quase não vejo publicidade. Sempre me habituei a mudar de canal nos intervalos publicitários... É verdade que há publicidade e publicidade, e que hoje em dia um anúncio publicitário é mais uma “obra de arte” do que outra coisa qualquer... Há muitos anos atrás os anúncios publicitários serviam, obviamente, o mesmo objectivo de hoje – tornar o “objecto” conhecido, e já agora, desejável para o consumidor. Mas entre o ontem e o hoje mudou a forma de lá chegar. Antes evidenciavam-se as características do produto e pouco mais. 1 segundo e adivinhávamos imediatamente qual a marca, qual o produto. Agora, dou por mim a ver os segundos iniciais de um anúncio e fico nos segundos que me restam “mas isto é do quê?!”. Estará a publicidade a reflectir a sociedade de hoje? Vazia de conteúdos, mas repleta de imagens? De boas imagens, deixem-me que vos diga...

Agora não me lembro de nenhum anúncio em concreto, mas de certeza que sabem do que estou a falar... De qualquer das formas, não era nada disto que eu queria dizer, mas a cabeça tem destas coisas (ou serão os dedos que fogem pelo teclado?)...

O que eu queria mesmo dizer é que, por ter ganho este hábito de mudar de canal assim que vem o intervalo, ando há não-sei-quanto tempo a ouvir toda a gente, e por todo lado, a dizer “é que é já a seguir” sem sequer fazer uma pequena ideia do que se trata!! Até que hoje decidi, finalmente, perguntar a alguém (acho que já tinha tentado, mas a pergunta caiu naquele saco onde caem tantas outras feitas a medo/vergonha de ouvir “mas em que mundo é que tu vives?). Mais uma vez é o grande Montepio!!! Obrigada Marygold!

Tudo bem que se façam anúncios engraçados, que mostrem criatividade, eu até percebo, e acabo por vê-los como “curtíssimas-metragens”, mas, agora, que não tenham nada a ver com nada? Talvez funcione... “vou abrir conta no Montepio porque tem a publicidade mais gira!”

quinta-feira, julho 07, 2005

Intermitência

quarta-feira, julho 06, 2005

A necessidade aguça o engenho

segunda-feira, julho 04, 2005

para os aficionados dos mac....


Não, são sanitas mesmo a sério!!! Talvez inspirados na expressão "vou enviar um fax", adaptando, claro, ao mundo da internet! Por isso agora é: vou mandar um e-mail!!!

domingo, julho 03, 2005

da minha cabeça ou da falta dela...

Perdi a minha máquina fotográfica! Para quem me conhece bem, nada a estranhar... a sambila está sempre a perder coisas... Mas caramba, uma Nikon F55??? Para além do valor material, e do material em si mesmo, tem uma história... e eu perdi-a, com a mesma leviandade que perco uma data de coisas... A última vez (que acho) que a vi foi há quase 4 meses quando fui passar uns dias ao Algarve por altura da Páscoa. Já por várias vezes queria tê-la levado para qualquer lugar, mas "esquecia-me" sempre. Bom, mas desta vez não me esqueci e qual o meu espanto quando vou direitinha ao sítio onde era suposto ela estar e... não está!!! "Mãe!!! Onde é que está a minha máquina?? Nuno!!! Andaste a mexer outra vez nas coisas da mana???" Não. Ninguém a viu, ninguém sabe dela. Começa então a busca infrutífera, a saga em busca da máquina perdida: telefono para amigos, para a minha prima que tinha estado lá em baixo a semana passada... e nada!!! Ainda não estou em mim!!! Como é possível?! Em que instante, e em quê ou em quem pensei no preciso instante em que devia ter tomado conta dela? Negligência é o meu estado natural... Uma negligência consciente, mas que para a minha auto-culpabilização é mais do que um dolo directo, e com a agravante da reincidência!

Bom, o que vale é que eu tenho amigos... e eis, então, o conselho de um dos mais acreditados para combater esta doença que é perder tudo: fazer uma lista de todas as coisas que levo quando saio de casa e não voltar a entrar sem me certificar que volto para casa com tudo o que saí... Óptimo! Excelente ideia. Mas... achas mesmo que eu me vou lembrar que fiz a lista??
Estou aberta a sugestões...

mudar

Muda-se o nome da casa e o número da porta. Mas lá dentro sabemos que vamos encontrar as mesmas pessoas, os mesmos assuntos, os mesmos tiques. Por isso, façam o favor de entrar quando quiserem, nem precisam de tocar à campainha. Com ou sem pretextos, do lado de fora da porta já dá para ouvir o barulho das teclas...

Com cem ou sem pretextos...

...mudamos de nome, de casa, mas não de espírito! Por isso, já sabem com o que contam! (desculpem, mas tenho umas pipocas ao lume!!!)