quarta-feira, agosto 31, 2005

Video jockers. É que dão mesmo vontade de rir

Que a MTV andava à procura de novas caras para apresentar os seus programas já todos sabíamos. Que toda a gente (incluindo actores, modelos, apresentadores de televisão) queria esse "emprego" também já sabíamos todos. Agora, que o único critério da MTV para a escolha do felizardo/a fosse uma palmo giro de cara e "à vontade a falar" para mim, pelo menos, foi uma surpresa. Ainda não se conhecem os 3 finalistas, é só este fim de semana, sim, eu sei. Também não se deve julgar assim as pessoas à primeira, pela televisão, ó cia, então! Secalhar até estás é com inveja, quem te dera! Não. Não. E não. Apesar de ainda não se conhecerem os 3 finalistas, eu já fiz, sim, o meu juízo sobre os 10 que chegaram até aqui sem uma pitada de inveja do lugar que ocupam (para isso teria de ter concorrido e ficado de fora. E depois eu vou ser jornalista, não apresentadora, sim é diferente, para os mais distraidos). Então não é que os meninos e meninas que chegam à final nem sabem o que quer dizer MTV (mesmo com a discrição escarrapachada no microfone que se esticava a fazer a pergunta)? Não é que não sabem a maioria dos nomes de bandas e de álbuns recentes, que saíram até há pouco tempo? E mais fundo que isso, que é onde estão sempre as coisas importantes: é que estes meninos/as de "superfície" não têm cultura musical (pelo menos) nenhuma e que por isso estão a anos de luz dos lindos, sim, "modelitos", sim, vj's da MTV americana mas que ao contrário dos "tugas" sabem do que falam; muitos deles escrevem para revistas e jornais sobre o mundo musical e conhecem-no a fundo. Portanto, conclusão: espero estar errada. Vejo a MTV e não me apetece levar com um/a menino/a a fazer risos/caretas para a câmera e só sair disparate/futilidades daquelas boquinhas. MTV: Music Television!!!!

Meu desejo...


"O Beijo" - Klimt

... é morrer na paz do teu beijo. (Ornatos Violeta)

Mary reciclada (título bem sugerido pela Sambila)

Ia eu ontem por o papelão no Ecoponto quando, subitamente, oiço o som de metal cair sobre o papel. Não querendo ainda acreditar, vejo nas mãos e noutro saco que tinha se realmente teria acontecido. Era verdade, a chave do meu carro tinha caído Ecoponto abaixo... Primeira reacção: ligar a alguém. Segunda reacção (seguida segundos após iniciar a primeira) : pensar que era uma estupidez, mesmo que ligasse a alguém o que é que isso ia resolver? De repente aparece a minha mãe que queria boleia, conto-lhe o sucedido e vem a resposta clássica: És mesmo cabeça no ar... Devias reparar no que estavas a fazer. E pergunto-lhe quando é que a Câmara costuma ir lá recolher os Ecopontos, ela não sabe... Terceira reacção: tenho de ligar à Câmara. Entretanto estava sempre a procurar a dita da chave, deitando papeis para fora, etc... E lá vem a minha vizinha mandar os seus materiais para reciclar, pergunta o que aconteceu e diz: Ah, pois, que chatice... uma vez deixei cair a minha chave de casa, mas consegui encontrar. Olho para a minha mãe com cara de "Vês? Não sou a única." e ganho esperanças. Determinada a procurar a chave, enfio metade do meu corpo para dentro do Ecoponto (quem estivesse a passar via um Ecoponto com umas pernas a espernear), procuro, procuro... e avisto uma luzinha ao longe. Estico-me bem e consigo recuperar a minha chave:)

Conclusões a que cheguei durante esta aventura: algumas pessoas ainda não têm a noção do que é que se põe nos ecopontos, ou simplesmente não querem saber. No papelão encontrei garrafões de óleo, auscultadores, pacotes de leite, entre outros...

segunda-feira, agosto 29, 2005

A música da Margarida e as imagens na minha cabeça.Talvez um dia, aqui.

Amor, quantas vezes eu te ouvi dizer
que aqui a gente há-de encontrar
tudo aquilo que sempre quis

Amor, quantas vezes já te ouvi jurar
Quem um dia tudo há-de mudar
E a gente há-de ser feliz e
Havemos de ir para um sítio melhor que aqui.

Não dá.
É gente demais e espaço de menos...

Amor, quantas vezes já te vi tentar
começar mais um dia
e nada parece correr melhor
e o tempo lá fora foge
e a gente aqui.

Não dá.
É gente demais e espaço de menos.
E é espaço demais com vida de menos.
Vida demais com sonho de menos
E tudo o que temos para dar...

Amor, um dia há-de ter valido a pena
Amor, tudo o que a gente dá
Um dia há-de voltar!

Queríamos sol e aqui há-de haver mais
Queríamos sonho, aqui há-de haver mais
Queríamos terra e aqui há-de haver mais
Gente para a trabalhar.
Queríamos sol e aqui há-de haver mais
Queríamos sonho, aqui há-de haver mais
Queríamos ser, pertencer e há-de haver
Gente que tente ser gente daqui
Queríamos terra e aqui há-de haver mais
Queríamos solo e aqui há-de haver mais
Gente que tente ser gente que tente aqui.

Letra e Música MArgarida Pinto, "Apontamento", 2005

It's so me...

It's way too late
to be this locked inside ourselves
the trouble is
that you're in love with someone else
it should be me
it should be me


“C’MERE”, Interpol

Paredes de Coura (o resto)

Quer dizer, é um bocado pretensioso dizer que eu vou falar do Resto que se passou no Paredes de Coura, para lá da brilhante exposição da marygold. Por isso, explico melhor o título: vou falar do Resto que me interessou ou chamou a atenção. Primeiro alerta: nunca tinha ido ao Paredes de Coura. Segundo alerta: estava um bocadinho apreensiva quanto ao facto de o festival render efectivamente os 80 euros.E isto condiciona, claro, a minha visão das coisas. Ainda assim, quem estiver a pensar: " para o ano vou ao paredes de coura, que se lixe!", eu digo: "VÃO". Apesar de muito provavelmente terem de deixar o carro a 5km do recinto e fazer esse trajecto a pé todos os dias se quiserem comer alguma coisa de jeito, dar um mergulho na piscina municipal e tomar um banho quente (tudo isto por 50 cêntimos!. Só por esta parte já valia a pena não?). Apesar de muito provavelmente montarem a tenda ao lado de uns fãs do pior transe que pode haver no mercado, tão fãs que já estão tão fritos dos miolos que dormem com a música no máximo volume! Apesar de muito provavelmente a água dos chuveiros falhar e ficarem 20 minutos à espera para tomar finalmente um banho gelado. Apesar de tudo isto e muito mais vos poder muito provavelmente acontecer, eu digo "vão". Porque não querem perder a oportunidade de ver bons concertos no anfiteatro natural que é o recinto do paredes de coura. Nem tão pouco o fim de tarde sentados na relva à beira do rio a ouvir uma banda de jazz cujas canções são o retrato de vários autores de banda desenhada. Nem os mergulhos de touca amarela na tal piscina municipal e o descanso na toalha ( e a rita desesperada à procura do jornal A BOLA). Não vão querer perder um festival que é feito na e pela vila de Paredes de Coura, com tudo o que de familiar, acolhedor, tradicional tem de bom um festival assim. Ah, e não querem perder sem dúvida o Caipirão...

Andar de saltos altos em plena baixa lisboeta...

Resultado: dores e bolhas, muiiiitas bolhas!!!


É tão bom voltar ao trabalho!!!!

sexta-feira, agosto 26, 2005

Estou viciada, entre outras coisas, em...


quinta-feira, agosto 25, 2005

Hoje acordei com esta...

Every time you leave me

go back in my mind and i find

every time you held me

and i can't help this feeling inside

so...


Won't you thrill me now
won't you fill me
i'm feeling so empty
i'll be your toy now
won't you destroy me now
then build me up again


Won't you thrill me now
won't you fill me
i'm feeling so empty
i'll be your toy now
won't you destroy me now
then build me up again


Every time you need me
why don't you come over and try to
satisfy yourself in me
i can't help the pleasure i find
when...


You abuse me
won't you just use me now
i'm feeling so happy, so
won't you tease me
just come and ease me now
then give me up again


You amuse me
won't you just use me now
i'm feeling so happy, so
won't you tease me
just come and ease me now
then give me up again


won't you fill me now
won't you please...
just amuse me...
just...just...just...


Won't you thrill me now
won't you fill me
i'm feeling so empty
i'll be your toy now
won't you destroy me now
then build me up again


You abuse me
won't you just use me now
i'm feeling so happy, so
won't you tease me
just come and ease me now
then give me up again


Oh... won't you leave me again


Oh please, please
LEAVE ME



Coldfinger, "Easy M"

segunda-feira, agosto 22, 2005

Paredes de Coura ao rubro!

Agora, longe do pó, do calor, do barulho ensurdecedor do rádio dos nossos vizinhos que passava um trance esquisito ao acordar e ao deitar, assentei ideias e resumindo, sublinho: Paredes de Coura esteve ao rubro! Apenas vou relatar os concertos... deixo para a cia. as demais peripécias ocorridas durante o festival, como por exemplo não termos água para tomar banho no primeiro dia, 1, 2, 3, diz lá outra vez...

Day 16 - No Name Day! Entro no recinto já a meio de !!! (Chk Chk Chk) e fazemos do monte da inclinação o nosso local de residência musical, o concerto em si foi energético, mas não foi tão bom como lhe pintou o Público, aliás, não concordo com nenhuma das críticas feitas aos concertos do festival. Seguiram-se os Kaiser Chiefs que deram um grande concerto, só lamento não terem tocado antes de FF, como estava previsto, para a noite acabar em grande. Em vez disso tivemos uns The Bravery muito maus... o concerto não deu para aguentar, o alinhamento era chato, a banda era chata, foi uma chatice! E finalmente os grandes, os GIGANTES, Foo Fighters a trazerem, o que mais tarde se viria a confirmar, o melhor concerto do Festival. Alternaram músicas dos 4 últimos albúns, entre improvisações e brincadeiras, e apenas fucking around (como os próprios disseram que estavam a fazer, com direito a Dave na bateria e Taylor na voz) levaram uma multidão ao êxtase. Os primeiros (MXPX) acabarm mesmo por ser os últimos, talvez devido a um atraso, e trouxeram o seu punk-rock para o palco secundário, mas a noite já estava ganha e apenas os ouvi da tenda.

Dia 17 - Rock & Hop Day! Para mim este foi sem dúvida o melhor dia do festival, não houve uma única banda que eu dispensasse, e todas deram bons concertos. The Futurheads abriram bem o dia, pondo o pessoal (que já aguardava por QOTSA) a mexer. Seguiram-se os Hot Hot Heat, banda que eu deseja muito ver mas que para minha infelicidade limitaram-se a despejar o último albúm (Elevator) para ver se o público pegava, e pegou muito bem, foi bom encontrar outros fans desta banda para além de mim, mas tive mesmo pena de não teram tocado outra música doutro albúm ou EP. E vieram os The Arcade Fire surpreendendo tudo e todos com a sua originalidade, tanto sonora como visual. O público já estava embalado, quando os The Roots romperam pelo palco e tocaram quase 2 horas consecutivas, sem pausas, só improvisação. As pessoas que esperavam ouvir as músicas como estam apresentadas nos cds tiveram uma surpresa, a meu ver agradável, e entre novos beats, solos de guitarra e bateria, misturas de Led Zepplin, Chemical Brothers, Ray Charles, entre outros... os The Roots foram a banda que superou todas as minhas expectativas, muito groove, muito funk, muito boa onda, e no fim era unânime o sentimanto da multidão: Já acabou?. Um pouco tristes pelo final do concerto dos The Roots, fomos "forçados" a transformar esses sentimentos novamente, em euforia, com o concerto incendiário de Queens Of The Stone Age. Houve quem só aguentasse 3 músicas lá na frente... Por fim os Pixies, cuja idade e interrupção na sua carreira fez-se notar num concerto de marcar presença. O esforço era enorme, e o facto de terem tocado todos os sucessos da banda contribuiu para que o público alinhasse, mas não convenceu.

Dia 18 - Alternative Day! Chegados ao último dia, todos de barriguinha satisfeita, mas eu ainda ansiosa por ver Nick Cave & The Bad Seeds. Perco novamento as 2 primeiras bandas, The National e outra que veio substituir Killing Joke que cancelaram e chego para ver Juliette And The Licks, um rock ao estilo de Hole, mas a minha cara Juliette que me desculpe, prefiro vê-la no grande ecran do que no palco grande (ela não canta lá muito bem). Vincent Gallo @ Aula Magna JÁ!!! A verdade é que não era um concerto para festival, não há maneira de contornar a realidade, não era, não pegou, o público assobiou, ele tocou menos tempo que o previsto, mas não desanimou... Eu pessoalmente adorei, e desejo que tranquem o homem na Aula Magna para o tornar a ouvir mais à Teresa, no ambiente melodramático das suas composições. E eis que chega Nick, O Senhor, O Génio, O Grande e os não menos grandiosos Bad Seeds (que deveriam alterar o seu nome para Good Seeds). O concerto foi portentoso, o homem é incansável, a banda é incansável (2 baterias!), o coro é incansável, não há maneira de descrever, simplesmente tem de se viver a experiência de assistir a um concerto de Nick Cave. Pedro, desculpa, mas fiquei sem bateria. Ele volta em breve...

sexta-feira, agosto 19, 2005

Vamos lá começar bem...



Hoje, 21h30, Estádio Alvalade XXI, início da liga com derby lisboeta, em tons de muito verde e pouco azul. Que o leão mostre a sua raça! (vamos lá ver Mary o lugar que arranjaste... Só vale se conseguir ter o Moutinho a meio metro de distância!)

terça-feira, agosto 16, 2005

I wish to be there...

E porque as caríssimas Marygold e Cia. se encontram no Paredes, e porque eu estou mortinha de inveja, e porque eu também queria ir, e porque não me conformo... mas amanhã volto ao trabalho...



Is someone getting the best, the best, the best, the best of you...



Where is my mind? Where is my mind?...



Are you there over the ocean? Are you there up in the sky?

segunda-feira, agosto 15, 2005

fosse eu radical e...

domingo, agosto 14, 2005

Umas quantas ideias que dariam um belo post, mas hoje não me apetece... ou a geração sms


É com alguma frequência que tenho ouvido “isto dava um post”, “a minha vida dava um post” and so on...

Andamos sedentas de falar para o mundo porque não temos mais nada que fazer ou é já um vício?!
Seja como for, ando há, sensivelmente, um ano a implorar: “ESCREVAM PORTUGUÊS!!!! Não sou a melhor pessoa para falar de gramática e ortografia, mas caramba, há um mínimo do aceitável! E para esta nova geração dos “jinhux” e dos “kiduhs" não há pachorra!!! Ando eu, aqui, sempre a ver se não dou uma daquelas calinadas, a tentar não assassinar a língua mãe e esses fedelhos andam para aí a postar em tudo o que é sítio num “smsguês”, que me vejo grega para entender, sem qualquer pudor?



“Sambila, se calhar não é mesmo para tu perceberes!!! É uma questão cultural, social, da qual já não fazes parte porque tens mais uns aninhos que esses bandidos!” – diz a mente para acalmar o espírito. O certo que é que não acalma, e hoje resolvi gritar!!!!

Mas quem é que percebe esta frase: “mto xiruh km xmp... =) vixiaduh nexa muxikah tuh.. =P bjxxxx” ???!!! Está bem, se me dissessem que isto era uma sms, fazia um esforço e percebia, porque a filosofia das ditas é poupar caracteres para poupar dinheiro. Agora, primeiro isto não é uma sms -- foi copiado do fotoblog (que não vou identificar como é óbvio) do irmão de um amigo, que tem 17 anos, e que acho que espelha bem a sua “geração” -- segundo a filosofia da poupança de caracteres não vale num blog, e nem sequer nas próprias sms!

Vamos por partes...


A filosofia da poupança de caracteres não vale num blog – e quem diz blog diz carta, poderá eventualmente valer no Msn ou num e-mail urgente, porque aí, não está em causa a poupança de caracteres, e logo de dinheiro, mas a poupança de tempo, hoje em dia, um bem quase tão precioso como o dinheiro – e não vale porque num blog, numa carta não há limite de caracteres! É que o que se poupa com essa “escrita inteligente” será quanto muito uma linha! E ninguém (digo eu) comenta um post ou escreve uma carta à pressa! Tendo como aspecto negativo o facto de pessoas como eu (que acho que não são assim tão poucas) ficarem horas para decifrar uma frase que podia ser compreendida num segundo (perdoem-me o exagero, mas aprendi com a Marygold!)!


A filosofia da poupança de caracteres não vale sequer nas sms – No Sudoeste vi uma data de sms que passavam nos ecrãs ao lado do palco e nas quais apareciam palavras como “komo”, “kurtir”, “ex lindu”, etc e tal. Ou seja, palavras em que o “k” não é utilizado para substituir o “qu” para poupar os tais caracteres, em que o “o” é substituído por “u” e o “s” ou o “g” pelo “x” vai-se lá saber porquê... e outras mais que não me recordo (lembro-me de refilar para quem estava ao meu lado, mas não da mensagem! O alcóol não faz muito bem à memória...), mas, enfim, era qualquer coisa do género da frase supra citada



Porquê? Porquê? Estaremos, eventualmente, a assistir ao processo que os nossos antepassados experienciaram, ao evoluir de uma língua? Seria, por isso, “normal”... Mas, então, por que “dói” assim? Uma coisa é fazer um trocadinho à english style tipo “U2”, “4ever”, outra coisa é passar a escrever normalmente assim! Mas se calhar a nova geração até tem razão, para quê escrever um “o” quando se lê “u”? Lá se vai a fonética como “arte”!!!! E vamos todos falar com "x" em "modo bébé"! Bem, ou pior, isto é tudo muito giro e se calhar estou apenas a sair da ala liberal para a conservadora... (Deus me acuda!)

sábado, agosto 13, 2005

Parabéns Marygold!!!

A nossa Mary celebra hoje o seu 24º aniversário. Já teve direito a chuva de estrelas e cantorias numa noite de grande calor, em que a praia da rainha foi um excelente local para começar os festejos. Mas logo à noite espera-nos a rambóia total!!! :)


Para ti Mary, que não ficaste saciada com o meu post do sudoeste aqui fica em jeito de presente de aniversário: campismo/recinto/ambiente; música

quinta-feira, agosto 11, 2005

O adeus definitivo...


vamos ter saudades...

terça-feira, agosto 09, 2005

O meu foi assim...


quarta-feira: como é que é possível chegar na manhã do dia anterior ao festival e já sobrar tão pouco espaço??? Vamos lá montar as tendas rápido e ir para a praia que tá um calor que não se pode! Os meus pés já são castanhos – são as boas vindas!! Odeceixe já espera. À noite a única refeição decente dos próximos quatro dias e uma viagem-aventura a 50 kms/hora, numa carrinha muito especial, sem travões, com pranchas, bolachas, imperiais e gente maluca à mistura.


quinta-feira: 10h da manhã!!! A Inês não se cala! Pronto, está um calor que não se pode, siga lá para a praia! Patrice, sim, foi muito bom. Recordo “I was feeling for you, as I was falling for you, my soul was crying for you, as I was dying for you as l was falling for you” e alguém emocionado a chorar como nunca vi... Ficou a desilusão de Fischerspooner ter sido cancelado…


sexta-feira: desta vez não acordamos com a Inês, mas novamente às 10h já estamos a caminho da praia... e voltamos para Da Weasel (aqui sim fez-se pó como nos velhos tempos!!!) e Kasabian (uns senhores!). Fica a fúria de só ter assistido ao final de LCD graças a alguém que se perdeu... (ficou a vontade de esganar; não esganei, mas aprendi a lição: amigos amigos, concertos à parte!)


sábado: já sabem, o costume... Humanos, um dos grandes concertos deste Sudoeste. A voz do Camané serve como uma luva no António... Para desgosto da diane, “Maria Albertina” foi o grito do Sudoeste 05! Ainda me deliciei com Louise Rhodes (aquela mulher é linda!!!! Ben, desculpa lá mas...) e voltei para Underworld e Fatboy! Um mar de gente que nunca mais acabava...


Domingo: já cheira a despedida... não quero!!!! Sim, estou morta, sim não vou mudar de palco, pelo menos não por agora... venham lá esses Korn para depois dar o último pezinho de dança ao som de Basement Jaxx. E em jeito de “vá, sambila, não fiques assim tão triste” toma lá Metallica – The One – e Pink Floyd -- Another Brick in the Wall. E eu agradeci. E lá vieram as gajas, e as suas mil e quinhentas trocas de roupa! Não foi o delírio, mas... já sabem como sou... danço sempre!


Há dois anos atrás fui-me embora mal acabou Beck (a vida de trabalhadora assim o exigiu...) mas desta vez fiquei até ao fim. Até os srs. da organização nos expulsarem para fora do recinto! Foi sem dúvida um grande festival, pela música, pela companhia... e no fim de tudo...

“pó?! qual pó??!!”

As minhas coisas


De vez em quando gosto de rever fotografias. As que tenho engenhosamente enfiadas dentro das gavetas do móvel horrível da sala que os meus pais compraram há muito, e onde ainda passeio com uma franja a coçar-me nos olhos e uns calções de licra de cor berrante. Em pose na praia e o meu irmão com cara de enjoado. Com o meu primo a mostrar os dentes que acabaram de cair. A fazer caretas dentro da igreja na primeira comunhão de alguém. Com a farda do Capuchinho Vermelho no infantário e as goelas de fora a cantar. (Pelo meio, as recordações. Tropecei no lobo mau e o miudo que fazia de passarinho chateava-me de minuto a minuto). Com o nariz esmurrado em Fátima. As que tenho cuidadosamente entaladas numa estante no meu quarto, onde já não cabe nem mais um envelope, e onde já não estou eu mas outras coisas, outras pessoas, a minha afilhada Mariana, a minha avó, os meus amigos. O Rui. Fotografias a preto e branco porque gosto e não porque queira fazer algo de extraordinário com isso. Ou talvez sim. As que tenho guardadas no computador e que vasculho quando não tenho mais nada para fazer como uma miuda de 14 anos à procura daquela foto onde fiquei mesmo bem. Até dava para pôr no hi5. Assim de soslaio, nem se repara nas falhas. E no meio dessas fotos vou descobrindo as minhas coisas. As minhas memórias. As pessoas de quem gosto. Aquelas que deixei de ver e as outras que vão sempre à minha casa no meu dia de anos. Ver as minhas coisas, uma experiência sempre nova, afinal também é interessante. Sobretudo quando venho para aqui debitá-las na esperança que alguém as leia e se identifique com elas ou lhes ache graça. Pois, afinal, resume-se sempre tudo ao Outro.

segunda-feira, agosto 08, 2005

As coisas dos outros

Cartas de amor, cartões de aniversário, post-its com "coisas a fazer", bilhetes dos transportes, bilhetes apaixonados- há uma revista que publica tudo isto, espreitando para a vida do Outro. Claro, esta revista é norte-americana. Já sabemos que os EUA têm de tudo, e há tanta gente que haverá sempre muita gente a apoiar a ideia mais estranha. Ainda assim, isso não é razão para não achar esta ideia muito engraçada. Tudo o que encontram - ou que outros encontram e enviam para a revista- é passível de ser publicado, desde que seja algo que foi encontrado por aí e que traga a memória de outra pessoa, outra vida, outro momento. A revista acaba por ser uma colectânea de vida, ao mesmo tempo que satisfaz a curiosidade aguçadamente humana de saber o que se passa com o outro. Espreitem daí a ideia em www.foundmagazine.com

sexta-feira, agosto 05, 2005

Efectivamente

Tenho de deixar de prever coisas.

terça-feira, agosto 02, 2005

A loucura vai estar para sul e oeste...


Só há duas coisas que não entendo: Oasis e Korn... mas enfim... voltarei a ter o sol de Odeceixe, o pó do recinto, malucos a insistirem que são mais fortes que o meu sono, um cavalheiro que me abre a torneira do duche (porque o meu 1,50m não me deixa lá chegar...), muita música, amigos e outras coisinhas mais... :P

segunda-feira, agosto 01, 2005

Mas por que raio...

... é que tínhamos de ficar amigos?

Em busca do tempo perdido fora de Proust

There is no question that there is an unseen world. The problem is, how far is it from midtown and how late is it open?

Woody Allen